domingo, 14 de novembro de 2010

Sábado de risos

Sábado a noite. O sono bate. Pós-treino geralmente é assim, fico acabado mas acabo dando voltas pela cidade que não se tem nada pra fazer.

Ainda quero sair pra ler ou para, simplesmente, pensar. Tomar novos ares para essas atividades. Prometo, farei.

Não dormí, embora a morte me chamasse. Eram quase 23:00hs e meu amigo piada ainda não estava em casa para combinarmos sobre a formatura. Tempo.
Ele tinha saído. Chegou. Combinamos virtualmente o que faríamos no mundo real. Ele e mais um amigo meu, passariam aqui em casa para que fôssemos juntos num carro só. Passaram. Fomos até a casa de mais um de nossos amigos e de lá fomos a pé para a formatura que era perto (por segurança, preferimos deixar o carro na garagem da casa desse amigo).
A formatura estava como na descrição do post anterior. Muita gente esbarrando em mim, bebidas sendo derramadas, atitudes bizarras, pessoas bizarras, etc.
Percebí que estou muito velho pra essas coisas, apesar de ter só 21 anos. Mas talvez, em parte, tenha sido por ter treinado futebol americano e não ter dado uma descansadinha. Enfim... fora a parte de não me aguentar em pé, ter bebida derramada em mim, ficar sendo esbarrado a todo o tempo, como presumí... noite divertida. Rí até grande parte dos músculos faciais e abdominais não aguentarem mais. Mas não parou por aí, fomos comer um cachorro quente (como de costume). Acho que comentei sobre não haver comida nessas festas, né? Enfim [2]... no caminho pra lá rimos muito mais e, sabe quando o riso é muito forte e bate um soluço? Pois é... esse outro amigo, não o piada, começou a soluçar alto, o que fazia com que tivéssemos mais ataques de risos e... acho que isso contagia. Fiquei com soluço também, ou seja, ferrou tudo.

No cachorro quente, mais coisas engraçadas. Choramos... de rir. Afinal, o piada já estava com soluço também. Eu disse, contagia.

A noite foi isso, rimos muito, eu parecia um pouco bêbado (não tanto quanto das outras vezes, mas ainda sim parecia) e até tinha esquecido que saí pra ir numa formatura. Só percebí quando estava chegando em casa e com o paletó nas mãos. Eram umas 06:30hs.

Morrí. Dessa vez, quase que literalmente.

Acordei cedo... não consigo mais dormir até mais tarde de uma vez só. Digo "de uma vez só" porque até consigo dormir até tarde, mas primeiro acordo e vejo que se ficar acordado vai ser pior depois. Então volto a dormir. Não adiantou muito, acordei 10:30hs. Assistí F1 e fiquei no notebook, ou seja, não assistí F1.

Hora do almoço. Esperava por churrasco, mas era carne de porco. Embora seja uma carne fatiada e tudo mais, juro, enxergo o porco na mesa. O que não muda nada. Carne de porco é boa, ainda que o que eu realmente esperava era uma carne de boi.

Almocei. Discussões? Não... até que não. Quando eu entro na conversa, as coisas ficam mais organizadas, embora eu saiba que se eu me meter, terei que sempre fazer isso. Hoje em especial resolví entrar porque não estava afim de ficar escutando muito. As coisas se encaminharam.

Almoço bom. Fui pra minha... como dizia minha prima... batcaverna.

Morrí. Parece que o cansaço não passa e, geralmente, demora mais alguns dias até passar completamente, afinal, "quebrei a rotina".

Hoje ele é seu domingo Fausto Silva. Aliás... todos eles.
O que salva é que segunda é feriado. E viva ao dia da república!
Até.

sábado, 13 de novembro de 2010

Qual a lógica?

Sexta. Sexta a tarde. Adivinhem... morte. Acordo e conecto-me ao mundo virtual. Ok, vamos utilizar "virtual" como este que todos conhecem, o do computador. Conectei-me. Deixo registrado meus agradecimentos pelos elogios recebidos sobre o blog.

Tempo. Era hora de ir pra faculdade fazer trabalho pra entregar. Fiz. Entreguei e nos foi passado um episódio de um seriado chamado Mental. Aconselho assistirem. Aliás, assistam também Dexter e Lie to Me.

Recebí minha prova. Tirei o necessário.
Não me preocupo com provas. Uma prova não me torna pior ou melhor profissional. Não sou ansioso e acho que já contagiamos (eu e os outros rapazes da sala) o restante da turma. A maioria agora não se desespera com provas, apesar de pegarem as provas do semestre anterior para "estudar". Enfim, terminou a aula e viajei, fui para Dexter. Um mundo que por algum motivo me fascina.

Encontrei uma piada, digo... um amigo. Aliás, ele me encontrou. Já não estava mais no mundo Dexter. Falamos sobre mulheres e sobre abordagens para com elas. Como eu disse, ele é uma piada, uma piada ambulante, ainda que não tenha este objetivo. Mas me perdoe amigo, você é uma das pessoas mais engraçadas que já conhecí. Leve isso como um elogio.
Combinamos de ir ao cachorro quente.
"Um X-bacon, por favor."
Gosto de comidas salgadas, elas parecem ter vida na boca. Uma carne viva.
"Vão beber alguma coisa?"
"Uma Coca de UM LITRO E MEIO!"
(...)
"Parece que eu pedí a maior coisa daqui"

A noite é uma criança... não que tenhamos ficado até altas horas da noite por aí... não, muito pelo contrário, mas nos divertimos bastante, como de praxe. Demos umas voltas nessa incrível cidade que não oferece nada de bom. Nada gratuito, pelo menos. Prefiro muito mais ficar nas calçadas da vida comendo pizza e bebendo refrigerante do que ir a uma "balada".

Balada é uma coisa que não faz sentido pra mim. Já comentei isso com algumas pessoas...
Você paga pra entrar num lugar onde provavelmente não tem lugar pra sentar, caso esteja cansado(a), você escuta músicas que não gosta, você é esbarrado a todo instante mesmo que haja um quilômetro de distância entre você e o atirador de elite, as bebidas são caras (embora eu não beba e nunca tenha bebido, mas apenas pra justificar tal fato), não há comida à venda no local e por aí vai...
No conceito de alguns (talvez da maioria) eu possa parecer um "velho", mas apenas tento ser um pouco lógico. Em casa você "não paga" pra entrar, nem pra beber, não escuta músicas que não gosta, têm lugares para sentar, inclusive deitar, tem comida e por aí vai...
Se o argumento é que lá tem pessoas... você paga pra ver pessoas?
Ok, esse é só meu ponto de vista.

Combinamos em sair no sábado, em irmos numa formatura (que não é necessário pagar - agora sim pareço um velho mão-de-vaca) onde há muitas pessoas reunidas e todos se encostam e trocam suores.
Vou para rir... meu amigo piada vai. Rimos das pessoas. Isso é divertido.

Fomos embora.
Morrí.

Acordei tarde. Virtualidade. Almoço. Agora nos sábados como só peixe. Meus pais mudaram o hábito do sábado. Tenho treino de futebol americano no sábado. Ah é! Eu jogo futebol americano... futebol americano é fascinante, deveriam conhecer. Outro dia falo sobre este maravilhoso esporte.

13:30hs, tenho que me arrumar. Fui treinar. Sol, calor... calor me irrita, o que é bom nesses momentos, consigo me controlar ou transformar essa raiva em energia.

Fim de treino. Volto pra casa. Home sweet and darkness home. É noite.

Vamos ver o que me espera nessa formatura.
Hoje é fim de sábado. Até.



sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Interpretar, explodir, sonhar

Quinta feira a tarde... aproveitei meu dia ficando onde sempre fico quando tenho tempo pra fazer nada, na cama. Dessa vez fiquei fazendo algo que não gosto de fazer, jogando um jogo de computador. Jogos de video game ou computador me enjoam. Não gosto dos jogos virtuais... dos virtuais.

Fui mais cedo pra faculdade para poder entregar um dinheiro a um companheiro do teatro.
Ah! eu faço teatro! Participo de um grupo de teatro espontâneo onde a gente improvisa com as histórias que nos são contadas. Gosto de interpretar. Assim como no teatro, desempenhamos diversos papéis na sociedade e muitas vezes temos que improvisar, assim como neste teatro. Mas gosto de peças prontas, gosto de padrões, pelo menos os meus. Por que faço teatro improvisado? Porque lá encaro situações diversas e que podem pegar de surpresa. Lá se produz instantaneamente papéis diversos, ainda que não prontos. Adaptar-se é a palavra que melhor define. Que me define.

Entreguei o dinheiro e conversamos um pouco sobre nos reunir numa confraternização com o grupo, já que é final de ano e as atividades, a princípio, cessam.
Como ainda tinha tempo, fui na coordenação do curso. Tinha que entregar mais um livro que chegou que minha professora havia pedido. Entreguei. Fiquei um tempo. Saí. Fui ler num banco de madeira. Calmaria, tranquilidade, Dexter.
Sentí o tempo parar, entrei no mundo Dexter. Acordei. Era hora de entrar pra sala. Tínhamos um trabalho de Psicofarmacologia para fazer em sala, não fiz. Comecei a tentar fazer, mas não fiz. Não dei continuidade. Concentrei no trabalho tentando fazer aquilo o mais rápido possível para terminar logo e poder ir embora, mas meus companheiros de equipe conversavam sobre outros assuntos enquanto eu tentava copiar algo de um site que não permitia o famoso "ctrl + c, ctrl + v". Parecia uma guerra... tiros passando ao lado, bombas explodindo no meu ouvido. Explodí. Tinha pedido silêncio. Não fizeram. Não fiz (o trabalho).
Deixei aquela raiva sem sentido tomar conta de mim. Tomar conta controladamente. Terminaram o trabalho. Pensei no porquê dessa raiva... não fazia "muito" sentido. Poderia ter sido uma compensação pelo estado "relax" de ontem (o que acabei não comentando no post anterior). Fui pra casa com uma parada no caminho. Fui embora. Liguei o notebook para entrar em contato com minha rede social de amigos no MSN. Conversei com uma amiga sobre sonhos, desde os eróticos até os catastróficos. Catastrofização me excita.
Fui morrer. Ops! eu quis dizer... dormir.

Dormí demais, aliás... sonhei demais. Para quem já viu o filme "Inception" ou em português "A Origem", vai entender que os sonhos têm diversos níveis e, nesta manhã, cheguei ao nível 4.
Foi algo incrível de se descrever. Sonhei que tinha poderes telecinéticos... podia mover muitas coisas apontando a mão para o lugar que queria que algo fosse movido e pensava nesse objeto se movendo. Eu conseguí mover! Acordei... não era real, mas achei fascinante, tive que contar pros meus amigos. Contei e demonstrei como havia feito e de repente... o objeto se mexeu! Conseguí, é real! Acordei... fiquei decepcionado por ter sido enganado duas vezes. Mas ainda sim fui contar pras pessoas próximas de mim que o sonho havia sido incrível. Contei. Demonstrei. Conseguí! E agora? Essa é a parte em que eu acordo...? Acordei.
Última tentativa... moví os objetos. Uma agonia tomou conta de mim. Ao mesmo tempo em que queria ficar, eu também queria sair. Já não sabia mais o que era ou não realidade. Acordei.
Dessa vez voltei pra realidade. Sabia que agora estava de volta... sabia que tudo que me rodeava era real, mas ainda assim olhei pros lados... tentei mover os objetos. Não conseguí. Pensei: Que realidade chata.

O tempo foi longo. Parece se reproduzir em seu próprio tempo.
Acordei cedo. Não fiz nada. Mais um dia de férias?
Fui almoçar. Mais discussões, apenas rotina.

Hoje é sexta. Até.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Um dia de férias

Quarta feira a tarde, termino de escrever ao blog. Vou na casa de um amigo assistir "Geração Prozac" um filme muito bom. Enquanto assistíamos, discutimos sobre o possível diagnóstico da personagem principal do filme e supomos que ela tenha um transtorno de personalidade borderline.


Alguns minutos depois me veio à mente uma pessoa e imediantamente associei com tal transtorno. Tudo clareou. Ela é um exemplo perfeito disso. Como diz uma professora minha... "Ela é uma border de carteririnha". Descobrí o pote de ouro no fim do arco-íris. Foi assim que me sentí. Rí por alguns instantes. É fascinante conseguir associar as coisas.

O filme acabou. Fiz algumas coisas no notebook ainda na casa do meu amigo e voltei pra casa.
Tomei café. Tomei banho. Fui pra faculdade. Tive palestra: Ideologia, alienação e poder. Uma ótima aula de história social.
Fui pra casa, com uma parada no caminho. Dor de cabeça. Fui dormir. Morrí. Mas morrí com vontade... não teria nada pra fazer na manhã seguinte. Dispertei. Comecei a escrever o blog mas parei. A vontade de morrer era maior. Morrí. Acordei e fui almoçar. Discussões na mesa, estou acostumado. Geralmente as discussões aparecem nesse período... final de ano, e no fim, tudo volta ao "normal". Tudo continua a mesma coisa, tudo errado.
Subí e continuei meu blog. Morrí de novo. Continuo amanhã. Tenho mais um pouco desse dia de férias pra aproveitar.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Atrasos reais ou fugas?

Deixei de "escrever" aqui no blog ontem, acho que foi o cansaço mesmo (ou uma fuga), mas hoje vou "escrever" sim.
O dia seguiu, fui pro estágio com a fisioterapia e passei a acompanhar uma das crianças de lá. Meu papel com ele (nesse caso chamarei apenas por T.) é o de suporte, dando ao fisioterapeuta um apoio para trabalhar com ele. T. nasceu com.................
Eu não gosto de crianças, e por isso mesmo trabalho com elas. Sou assim, me preparo para as coisas, ainda que para algumas não pareça. Então é assim... trabalho com crianças porque talvez mais a frente eu necessite saber trabalhar com elas.
Mas crianças são coisas irritantes, principalmente as hiperativas. Ah! eu vou atender uma criança hiperativa. Enfim, voltando ao assunto, eu estava trabalhando com o T. e no final das contas ele me abraçou para sair de cima de uma espécie de cama que tem lá. Por incrível que pareça, crianças gostam de mim. Acabando o auxílio ao T., fiquei andando pelo ambiente da fisioterapia e apareceu uma outra criança (nesse caso chamarei de N.) que já tem 2 anos e meio e não consegue andar direito. Ela chorava muito, o que me irritava profundamente, mas tentei fazer alguma coisa pra parar com o choro dela junto com uma das fisioterapeutas. N. era difícil, chamava pela mãe mesmo estando na frente dela. Enfim... acabei por arrancar sorrisos dela brincando com uma simples bola de plástico. Meu horário estava no fim e disse que tinha que ir. N. dizia que não, que não queria que eu fosse embora. Disse que voltaria semana que vem e então pedí um tchau. Recebí. Acabou.
Fui pra supervisão e em seguida pra sala de aula fazer o trabalho. Calor. Calor me irrita. Calor me deixa embriagado, tal qual um cansaço extremo. Não paro de falar, pareço hiperativo, assim como uma criança. Uma criança chata. E eu realmente consigo ser chato, o que é legal.
Não conseguí terminar o trabalho para entregar na hora para a professora, mas estou para enviar logo por e-mail. A aula de Psicologia Social nunca foi tão boa. Nossa professora é uma das melhores, senão a melhor, que eu já tive.
Vim pra casa. Cansaço.

Terça feira, 09 de novembro, acordo e não faço nada mais que ler "Dexter: A Mão Esquerda de Deus" e voltar a dormir.
11:00hs, hora de ir ao banco. Fui. Esperando encontrar uma fila grande, vejo 4 gatos pingados. 10 minutos entre esperar, pagar e sair. Sol. Calor. Calor me irrita. Nem começou o verão...
Fiquei em casa esperando um livro chegar pelo correio enquanto lia Dexter.
Tinha um trabalho para continuar fazendo. Não fiz. Fui pra faculdade. Entreguei o livro que comprei pra minha professora (não foi presente, não costumo dar presentes).
Fui pra aula, hiperativo. Fiz um pouco do trabalho (professor cedeu tempo pra fazermos em sala). Nossa sala é preguiçosa. Eu sou preguiçoso. Na verdade, estou preguiçoso. Preguiça fruto da minha ex-atual-desestruturação.
Final de aula. Saí mais cedo. Fui ao bar. Aliás, não bebo e nunca bebí. Acompanhei meu amigo (que também não bebe). Ficamos lá... viajando. Sem sentido. Sem objetivo algum. Nesses momentos aproveito pra pensar. Pensei. Não fingí que pensei. Fomos embora, porque nos demos conta de que não tínhamos feito... nada. Dormí. Meu corpo morreu.
Acordei e fui atender no PRATA. Minha segunda paciente não foi. 12:00hs, um grande abraço. Fui embora. Almocei lasanha, daquelas bem capitalistas. Minha mãe não estava em casa.
Agora estou aqui escrevendo, e espero que não escreva mais tanto como escreví agora. É preferível por partes.

Continuo assim que possível. O dia continua. A vida continua.
Até.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Nada de filosofias...?

Apenas inicio a saga de um diário infinito. Uma ocupação que certamente me trará benefícios, e que me perdoe o meu querido colaborador, pois utilizarei tal espaço para fins pessoais.
Como o blog já estava criado, me aproveitei da situação.

Enfim, hoje comecei o dia com a ingratidão de não querer aproveitar a vida, mas sim a morte. A morte da vida resumida em belos minutos vividos de sono. Acordar pra vida requer um esforço muito grande, requer lutar contra as forças de Morpheu. Quis estar morto por mais alguns minutos...
Mas acordar era necessário. Tinha que viver. Fui à supervisão de estágio de um projeto que participo. ADD.: Pra quem não sabe, eu curso Psicologia e ano que vem (2011) me formo. Já estou atendendo, por isso a supervisão.

Terminando a supervisão, voltei com algumas dúvidas a respeito da minha real eficácia em alguns procedimentos na vida.

As dúvidas são mecanismos traiçoeiros e necessários (até certo ponto). Neste ponto em que vivo, elas são extremamente necessárias, mas prefiro que elas voltem a se tornar a tinta seca do meu muro.
As dúvidas continuam sendo (hoje) meu foco. Tenho que voltar a pensar, a refletir mais, e não a "achar" que estou refletindo. As dúvidas me trouxeram até aqui. E aqui, descobrí que todo esse processo me auxiliará nessa reconstrução interna.

Após a supervisão fui ao banco. Passar pelo centro é engraçado. Eu estava de bermuda, chinelo e o sol estava querendo ser incriminado por chacina.
Todos andaram rápido, uns de roupa comprida, outros não. Não sei se corriam pelo tempo ou pra fugir das armas apontadas lá de cima para suas cabeças. Eu odeio o sol, mas prefiro contrariar os outros, o que nesse momento fez eu curtir toda aquela movimentação e, inclusive, o sol que todos amam na praia...
Andei devagar. Pensei. Entrei no banco e aguardei. Fila de banco é chata, mas não por demorar, demorar é até interessante quando as pessoas aproveitam o tempo alí "dispendido" para pensar, refletir. A fila é chata porque todos reclamam dos bancos, mesmo sabendo que falar com a pessoa ao lado não vai resolver nada. Aí vai um conselho, fique quieto. Ninguém é obrigado a te ouvir falar o que todos já sabem.
Enfim(2), fui atendido e me disseram que o dinheiro só sairá amanhã. Algumas pessoas ficariam irritadas, eu apenas disse que voltaria alí amanhã. O que quer dizer que certamente vou relatar sobre mais alguém que falou mal do atendimento do banco.

Almocei, tenho trabalho pra fazer e entregar hoje. Ainda não fiz e nem sei se vou conseguir terminar. Tenho que ir em outro projeto que estou, vou começar a atender alí também. É um projeto em conjunto com a fisioterapia, onde crianças com problemas físicos recebem o acompanhamento de fisioterapeutas e psicólogos.

Provavelmente, se essa história de blog ficar, eu continuo amanhã contando o resto do meu dia e o começo do outro.

Até.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Uma doença virulenta

Noites quentes, suor na pele, agonia constante. O calor me faz ficar primata, o calor me irrita, me desperta a vontade de engolir o mundo em uma bocada só. Essa é a sensação que experimento subir por todo meu corpo quando busco a raiva. Raiva que tem por definição:

s.f. Doença virulenta, transmissível dos animais ao homem, caracterizada por fenômenos de excitação, e seguida de paralisia, e finalmente da morte. (Pasteur descobriu a vacina contra a raiva.) (Sin.: hidrofobia.) / Irritação violenta, furor: escumar de raiva. / Ódio: ter raiva de alguém.

A "raiva" aqui descrita, no princípio, diz respeito àquela raiva transmitida de um cachorro ao homem...

"Doença virulenta... caracterizada por fenômenos de excitação, e seguida de paralisia, e finalmente morte."

Essa doença virulenta é a essência, a minha essência. É o calor queimando meus olhos, o suor frio, o bocejo, as lágrimas, que constituem a mais pura excitação. As imagens de destruição do corpo, de sonhos, refletem no espelho do meu Eu. São os puros desejos que afloram na imaginação, são inevitáveis, tais quais as atitudes de um bêbado que realiza "proezas" inimagináveis... O que me difere deste, é que busco o auxílio do meu ego, paraliso diante de tais vontades pois sou maior do que isso. É nessa hora que o corpo é levado a morte. A morte de um animal psicopata que trasmite a raiva ao homem. Matam sua essência. Ele se mata.



Surge uma nova definição:

RESSURGIR

v.i. Surgir de novo; ressuscitar, reviver, renascer: a fênix ressurge de suas próprias cinzas.

A fênix... o fogo que queima e jamais se apaga, apenas muda de forma...